"Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração."
Exprimo o que pensava sentir. Escrevo o que julgava saber. Digo o que cria conhecer. Pensava ter prazer naquilo que vivia, tentando não pensar, enquanto pensava no gestos que absorvia. Julgava saber aquilo que não sei, sabendo, na altura, que, na verdade, não o sabia. Acreditava desfrutar os momentos vividos, consciencializando-me que esses estavam perdidos. Pretendia viver na pele de outrem, deixando a minha razão funcionar que nem vaivém. Um vaivém de consciência e imprudência, de crer no prazer momentâneo, quando esse não mostra, sequer, a sua existência.
No dia-a-dia, "Exprimo o que já não sinto/ Escrevo o que já pensei. / Em arte, se sofro, minto:/ Registo o que já não sei." Represento a pessoa que não sou, capturando a pomba que nunca voou. Partiu a asa, logo cedo, fingindo voar, quando, na verdade, tinha medo.
Criei um heterónimo nunca antes conhecido, escondendo o meu ortónimo, que, agora, anda perdido. Perco-me na minha consciência, acreditando ser inconsciente, quando a razão está sempre presente.
Procuro usar os sentidos, notando como andam perdidos, na imensidão do pensamento, onde é desperdiçado talento.
Perdi tempo da minha curta jornada, pensando em ti, sempre preocupada, tentando explicar os vários porquês, que, cada vez, são mais, tornando todas as minhas crenças irracionais.
Vagueio pelos dias, sem qualquer objetivo, criando obstáculos sem aparente motivo. Talvez queira entreter a mente, forçando emoções, acreditando que o coração está demente e não sente.
Nunca sei onde quero chegar, muito menos como ou quando parar. Talvez o fim seja a solução, talvez a morte seja a libertação. Porém, a morte é para os fracos, aqueles que não pensam, para os que desistem. Eu penso e existo, pertencendo ao grupo dos resistem.
Não sei colocar um ponto final nesta confusão. Não consigo chegar a uma conclusão. O melhor, talvez, seja terminar gritando e exclamando "eu estou viva!", apesar de ninguém o saber.
No fundo, continuarei perdida nos meus pensamentos, usando um heterónimo como entretenimento, para aqueles que observam a ilusão que transmito.
Ao chegar ao fim, noto a pobreza das minhas palavras, desiludindo-me com a forma como foram usadas...
Talvez, quem sabe, um dia, tal como por magia, as palavras ganhem vida, percorram a minha folha de papel, sozinhas, lendo a minha mente, tornando-me, ainda mais, transparente.
Mónica Cid Nobre
LEIA - Quem somos
O projecto LE.I.A. continua activo e aparece agora renovado: ao associar-se ao projecto LER+ do Plano Nacional de Leitura, ganhou a sigla M.L.M (Melhores Leitores do Mundo). Continua a ser um espaço de partilha de experiências de leitura, mas integra agora na sua estrutura um verdadeiro clube de alunos leitores.
Permanece, no entanto, sempre aberto às sugestões de leitura que nos queiram enviar. Por isso, se acabou de ler um livro e gostou, escreva alguma palavras sobre ele e envie o texto para leia.esmtg@gmail.com. Nós temos o maior gosto em publicá-lo no blogue.
Sugira. Comente. Participe. O blogue é o seu espaço.
Ana Gonzaga
Rosário Cardoso
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quarta-feira, 20 de abril de 2011
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Palavras
Como gostaria de possuir uma capacidade que me permitisse transportar para vocês o quão saudoso o meu espírito se sente por isto: escrever. Uma caneta e um papel. Mais que o bastante para me sentir realizada.
Perdão por este completo desleixo. A preguiça e a inércia apoderaram-se do meu ser como nunca antes o haviam feito. E o receio também. Esse, por mais que tente, é inegável. Receio já não ser tão capaz como outrora fui. Perco-me em vocês, mas, ultimamente, e afirmo isto com desgosto, apenas em livros e não no íntimo do meu ser. Mas sim no íntimo do ser de outrem. Desculpem, não o mereciam, após os momentos que me proporcionaram. Não se repetirá. Cresci com vocês e morrerei com vocês. Irão acompanhar-me até aos confins da minha vida.
Esta minha paixão jamais terá um fim. A minha imaginação, essa, continua imensurável. Ou talvez não? Lá está! Este maldito receio que me confinou a alma e que, decorrido tanto tempo, teimou em desaparecer. Que tristeza e amargura que se abate sobre o meu ser por apenas o ter conseguido libertar agora. Tão simples! É isso que sinto neste preciso momento - liberdade. É isso e mais uma miríade de coisas que vocês me oferecem, demasiadas para haver sequer possibilidade de as enumerar.
O meu espírito, antes impregnado de receio, encontra-se, agora, impregnado de ânsia. Ânsia para vos dar a conhecer, novamente, os mais recônditos cantos do meu ser. Obrigado. Minhas mais íntimas e eternas amigas. Palavras.
Marlene Tinoco - 11º F
Perdão por este completo desleixo. A preguiça e a inércia apoderaram-se do meu ser como nunca antes o haviam feito. E o receio também. Esse, por mais que tente, é inegável. Receio já não ser tão capaz como outrora fui. Perco-me em vocês, mas, ultimamente, e afirmo isto com desgosto, apenas em livros e não no íntimo do meu ser. Mas sim no íntimo do ser de outrem. Desculpem, não o mereciam, após os momentos que me proporcionaram. Não se repetirá. Cresci com vocês e morrerei com vocês. Irão acompanhar-me até aos confins da minha vida.
Esta minha paixão jamais terá um fim. A minha imaginação, essa, continua imensurável. Ou talvez não? Lá está! Este maldito receio que me confinou a alma e que, decorrido tanto tempo, teimou em desaparecer. Que tristeza e amargura que se abate sobre o meu ser por apenas o ter conseguido libertar agora. Tão simples! É isso que sinto neste preciso momento - liberdade. É isso e mais uma miríade de coisas que vocês me oferecem, demasiadas para haver sequer possibilidade de as enumerar.
O meu espírito, antes impregnado de receio, encontra-se, agora, impregnado de ânsia. Ânsia para vos dar a conhecer, novamente, os mais recônditos cantos do meu ser. Obrigado. Minhas mais íntimas e eternas amigas. Palavras.
Marlene Tinoco - 11º F
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